segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Sempre quis receber um sim ou um não bem claro.


“Ele teve todo amor que podia receber”, diz uma mãe angustiada. E o que seu filho lhe deu?
“Nunca se adaptou a escola e provocava a rejeição dos colegas, recusava-se a ajudar nas tarefas domésticas ao passo que só vivia fazendo exigências, passou a contestar a autoridade dos pais e dos professores na escola, não cumpria os compromissos e abandonava qualquer atividade que lhe desse algum trabalho, e se tornou um consumista compulsivo que busca prazeres imediatos, seja num videogame, na internet ou usando maconha ou outra droga mais pesada”.

Esta lista está no Livro Negro da Psicanálise (p. 416); felizmente não fala da experiência de uma mãe, mas de várias com filhos dando trabalho em alguns desses comportamentos. Por que isto está ficando cada vez mais frequente? O psicólogo Didier Pleux, responde: “Os jovens estão ficando mais frágeis, com uma vulnerabilidade muito grande ao princípio da realidade”. O que é isso? É a criança ou o jovem não viver numa ‘ilha da fantasia’ com todas as vontades sendo realizadas, é o choque de um prazer negado, restrição a participar de uma festa ou um momento qualquer de alegria, é se defrontar com o desprazer.

Por mais que um pai ou uma mãe ache que o filho ficará traumatizado por deixar de fazer uma coisa de que gosta, o que ele lhe dirá mais tarde na vida é: “sempre quis receber um sim ou um não bem claro”.  

Um comentário:

Fábio Longo disse...

Bom texto! A palavra de Deus mesmo diz em Mateus 5:37 "Seja, porém, o teu sim, sim! E o teu não, não! O que passar disso vem do Maligno."