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quinta-feira, 19 de junho de 2008

Fuja para os Montes


O mestre Jesus disse uma vez (Lucas 21:20-24): “Quando vocês virem Jerusalém cercada por exércitos fiquem sabendo que logo será destruída. Então quem estiver na cidade fuja para os montes e quem estiver no campo não entre nela”. Ele frisou a necessidade de fazer uma grande mudança na vida diante de uma crise iminente.
Estou falando isso porque junto com a conta de água chegou um prospecto fazendo várias sugestões: apagar a luz sempre que não estiver no cômodo, não deixar a torneira aberta enquanto faz outra coisa que não lavar e evitando o uso do carro sempre que possível. Já estamos tão acostumados a desperdiçar que a vontade é não fazer nenhuma mudança na nossa vida, mas o mestre insistiu: “Como serão horríveis aqueles dias para as mulheres grávidas e para as mães com criancinhas”.
O Brasil começa acordar para o aquecimento global e trouxe para trabalhar com Minc no Ministério de Meio ambiente uma mulher que dividiu com Al Gore o Nobel da Paz, Suzana Kahn Ribeiro, uma carioca que vai gerir a secretaria de Mudanças Climáticas. Ela chega detonando: “As pessoas tendem a culpar os madeireiros, mas esquecem de verificar se o carvão vegetal do seu churrasco é fruto do desmatamento” (O Globo 8/6/2008 p 11). É o não é preciso fazer mudanças em nossos hábitos e ficar mais alerta a destruição do meio ambiente?
Ela adverte que o aquecimento global vai elevar o nível do mar e aumentar as enchentes: “Os temporais afetarão mais quem está no alto da favela do que quem mora no asfalto. O aquecimento global vai agravar as desigualdades”. Ela também vem monitorando como o trânsito cada vez mais engarrafado das cidades contribue para o efeito estufa: “Ninguém mais compra geladeira que emite CFC. Agora, o governo já tem um programa de etiquetagem dos veículos que saem de fábrica com os percentuais de poluição produzidos pelos motores”. Ela espera que o brasileiro comece a pensar como os norteamericanos e europeus que estão abandonando os carrões por modelos econômicos.
Em outro campo ela está preparando um plano nacional para capturar o metano produzido nos lixões sendo aproveitado como fonte de energia. Não se pode desperdiçar mais nada. Para dar o exemplo à iniciativa privada ela vem trabalhando para que os prédios usados por repartições do governo evitem desperdício de água e energia, só comprem móveis com madeira de procedência correta e outras atitudes que vão demandar uma consciência mais ecológica das pessoas.
Bem a gente que anda de bicicleta pelas trilhas da roça e participa de iniciativas de divulgação do uso da “magrela” dentro da cidade – participamos de duas este mês – está contribuindo um pouco para evitar que nosso planeta fique cercado pela poluição como Jerusalém foi cercada pelos exércitos romanos. Temos de participar “fugindo para os montes”. Mudando nossos hábitos.