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sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Falando dos Sonhos


Deixe-me te passar algumas considerações sobre sonhos feita por Jung.
“O sonho é uma coisa vivente, de modo algum uma coisa morta que ressoa como papel seco. É uma situação viva, como um animal com tentáculos, ou com muitos cordões umbilicais. Nós não percebemos que, enquanto estamos falando dele, ele está produzindo. Eis porquê os primitivos falam de seus sonhos, e o porquê de eu falar de sonhos. Nós somos movidos pelos sonhos, eles nos expressam e nós os expressamos, e há coincidências ligadas com eles. Nós não os perceberíamos se eles não fossem de uma peculiar regularidade, não como aqueles experimentos de laboratório, mas uma espécie de regularidade irracional. O Oriente baseia muito de sua ciência nesta irregularidade e considera as coincidências como bases confiáveis para o mundo, preferencialmente à causalidade. Quando o inconsciente usa uma figura é porque tem em vista ela e não eu. Não há razão para acreditar que o inconsciente não diz o que quer dizer; penso assim em aguda contradição com Freud. Eu digo que o inconsciente diz aquilo que quer. A natureza nunca é diplomática. Se a natureza produz uma árvore, é uma árvore e não um poste para um cachorro urinar. E assim o inconsciente não faz disfarces, isso é uma dedução nossa.
Mas quando sonhamos com uma pessoa distante ela é mais provavelmente uma mera imagem que tem a haver só com você mesmo. Alguém com o qual você está imediatamente conectado pode causar grande distúrbio em sua atmosfera mental e, portanto, você está perfeitamente certo em presumir que a pessoa remota é somente uma imagem no sonho referindo-se inteiramente a você mesmo. O termo para isto é participation mystique do filósofo francês Lucien Lévy-Bruhl (1857-1939) cuja definição é: "conexão psicológica na qual o sujeito não pode distinguir claramente entre ele e o objeto, mas está atado a ele por uma relação direta que atinge uma identidade parcial". Se você sempre interpretasse o objeto como subjetivo, isso tornaria sua vida relativa e ilusória; você estaria completamente isolado porque teria destruído as pontes que o ligam à realidade. Eu devo insistir no valor objetivo de tais imagens objetivas.
Muitas pessoas pensam que são muito boas e que a substância negra é quase não-existente nelas e, no entanto, elas possuem vasta quantidade dela, sendo humanas! Se elas sonham com uma ovelha negra, a ovelha negra não é importante, mas chamá-las de ovelhas negras é importante em excesso e é muito melhor que elas tomem isto para si mesmas. Assim, se você sonhar que seu melhor amigo é uma ovelha negra, isso significa que ou você é uma ovelha negra, ou o amigo é, ou há sujeira entre vocês.
A descrição da localidade também é muito importante; o lugar onde o sonho se passa, seja hotel, estação, rua, bosque, debaixo d'água, etc., faz uma tremenda diferença na interpretação. A casa repete-se freqüentemente como um símbolo nos sonhos, e geralmente significa a atitude habitual ou herdada, o modo habitual de vida, ou algo adquirido, como uma casa, ou talvez o modo pelo qual vivemos”.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007


Pelando o Cocuruto da Serra do Rio Bonito


Falando do filme Tropa de Elite e os diálogos cheios de nomes feios, Arnaldo Bloch, cronista d’ O Globo, disse que estes termos são considerados hoje como ênfase na oração e não um uma ofensa ou pornografia. Assim, se você ainda não é dos que aturam ler ou ouvir nomes feios é bom não continuar lendo o que escrevi, porque as coisas que vi me deixaram tão indignado que só com um sonoro nome feio consigo descrever minha irritação.

Neste domingo, 14/10/2007, subi a serra do Rio Bonito pedalando junto com alguns colegas ciclistas. A água acabou e quando chegamos ao riacho, lá no alto, corremos para encher os cantis. Mas qual não foi nossa indignação quando vimos o grotão por onde escorre as primeiras águas do riacho com a vegetação da mata Atlântica desmatada. Os paus das alegres árvores derrubados tristes no chão, os cipós sofridos emaranhados nas terra, os arbustos rasteiros roçados sem clemência.

Imaginei o fazendeiro dando ordem ao capataz: “Bota tudo no chão! Quero aquele topo de serra pronto para botar meus bois. Se os riachos secarem que se dane. Se a merda deste planeta ficar igual a Marte, sem água e sem ar, não vou estar mais aqui para ver. Acaba com tudo”.
Pensei que talvez o miserável tenha ido pedir uma autorização a um funcionário público que vendeu o documento oficial por algumas moedas das quais estava precisado, dizendo: “Sou muito mal pago para proteger o meio ambiente. Tenho mais é que cuidar da minha barriga. Que a droga daquela vegetação se exploda. Que aquela mata vá pra puta-que-a-pariu”.



E a cambada que subiu a serra com machados, serras, foices e facões deve ter ouvido o gerente gritar: “Mete o machado em tudo aí. Quero toda esta mata no chão até o fim da porra deste dia. Se alguém aqui tiver pena de planta então é melhor descer a serra e passar fome com a família. O trabalho de vocês é desmatar este alto de serra todo. Tudo aqui tem que virar capinzal. Não quero ninguém fazendo corpo mole!” Agora, se você também está indignado, peço a quem tem autoridade para subir ou mandar alguém subir lá no alto da serra do Rio Bonito, depois de Amparo, entrando pela fazenda Ribeirão Claro, uns 2 km subindo e mandar parar aquela destruição. Ontem, domingo, não tinha ninguém lá, mas hoje os machados já devem estar cantando na madeira.

sábado, 6 de outubro de 2007


SALVANDO O RIO BRANDÃO

O nosso pequeno rio nasce num grotão cheio de magia na estrada Roma-Getulândia e corre pulando como um menino da roça cheio de saúde e alegria.

Depois ele anda mais devagar pelas terras da fazenda Sta. Cecília. Rola intoxicado, fedendo, um velho relegado pelo povo que devia tomar conta dele. E passa pela Vila Sta. Cecília feio, espalhando uma terrível catinga que faz os moradores bem-sucedidos que moram em seu entorno torcerem o nariz.

E, assim morre triste e vagabundo o rio Brandão que está sendo tão maltratado pelo povo que devia tratar bem dele e desfrutar de sua beleza.

Conclamo os cidadãos de Volta Redonda a mostrarem sua educação, cidadania e consciência ecológica salvando nosso rio Brandão de seu destino trágico de ser apenas um esgoto de nossa sujeira.