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sexta-feira, 4 de junho de 2010

Está em toda parte, é a matéria escura


Ninguém nunca viu, mas que ela existe já está provado.
- O quê?
- A matéria escura, algum elemento que preenche cada cantinho no espaço entre todos os corpos celestes. Os astrônomos acham que ela é quase 90% do que há no universo.
- E como conseguiram provar a existência dela se não podem vê-la?
Leia o que disse a astrônoma Patrizia Caraveo: "Queremos ressaltar desde já que parte do que diremos baseia-se em uma descoberta de Christian Doppler. Em 1842 ele observou que o som emitido por uma fonte em movimento mostra-se, a um observador parado, em uma freqüência superior quando o objeto se aproxima e inferior se o objeto se distancia".
Uma coisa simples, mas que ajudou os astrônomos a estudar objetos nas profundezas do cosmo. E ela continua: "O famoso 'efeito Doppler', é válido para qualquer fenômeno ondulatório, do apito de um trem em alta velocidade à radiação eletromagnética. Se aplicado às linhas presentes nos espectros dos objetos celestes (a separação da luz deles em suas diversas cores, que é realizada por outra ferramenta simples, uma pirâmide de vidro que divide a luz branca em um arco-íris de cores), ele permite determinar a velocidade da fonte de radiação em relação a nós e a direção que está seguindo".
- E daí, como é que descobriram uma grande substância invisível no meio das estrelas?
"Examinando os espectros de muitas estrelas de uma galáxia em espiral, selecionadas de modo a que tenhamos distâncias do centro progressivamente crescentes, esperávamos observar que a rotação crescia, à medida que aumentava a distância do centro".
É igual roda de bicicleta, enquanto o cubo vai girando o pneu, o pneu, mais longe do centro, gira mais rápido. Mas os astrônomos constataram que as estrelas mais distantes do centro da nossa galáxia, como nosso Sol, não estão fazendo sua volta na velocidade que deviam. Tem alguma coisa travando, como se o freio de nossa bike tocando no raio segurasse o giro da roda. Está aí, este freio é a tal "matéria escura" ou partículas massivas de interação fraca (WIMPs).
- E esta informação me interessa?
- Sei lá!

sexta-feira, 21 de maio de 2010

O ser humano tão pequeno


O ser humano tão pequeno, mas usando sua inteligência, descobriu a sua volta ferramentas maravilhosas que o criador por meio de seus agentes, inclusive a natureza, nos forneceu para aumentar nossas capacidades. Não tínhamos força para mover uma pedra muito pesada, descobrimos a lei da alavanca. É o mesmo princípio aplicado as nossas bicicletas que com suas 27 marchas aumentam a força de nossas pernas e nos permitem subir serras com mais de 1.500 m de altitude.
O mesmo aconteceu com nossa visão. Os homens e mulheres que, desde a Babilônia, passavam as noites acordados estudando os astros celestes tinham capacidade limitada para ver, então veio em seu auxílio os vidros curvos (lentes) que ampliavam os objetos e permitia estudá-los melhor e ver muito mais longe. Mas isto foi só o começo. A astrofísica Patrizia Caraveo diz:
"Para entender como e do que é feito o Universo, os astrônomos devem fazer cuidadosos recenseamentos dos objetos celestes procurando medir a sua distância e atribuir-lhes uma massa. Nessa tarefa são ajudados pela maravilhosa simplicidade das leis da física".
Hoje, "o estudo do cosmo é feito por meio da óptica, radioastronomia, raios X e gama".
Mas tem um problema que a Dra. explica: "Há décadas sabemos que a matéria luminosa - aquela que 'vemos' porque emite radiação eletromagnética, ou seja, luz, ondas de rádio, raios X e gama - é apenas uma parcela insignificante (0,05) de toda a matéria que exerce uma função gravitacional. Este é o famoso problema da 'matéria escura', um dos desafios mais estimulantes da astrofísica atual".
'Matéria escura' foi o nome dado pelos astrônomos a uma substância que soma mais de 99% do que existe no universo, mas por ser completamente diferente dos átomos que conhecemos ainda não temos ferramentas para estudá-la.
- E este conhecimento serve pralguma coisa?
- Sei lá! Mas se existe é bom a gente saber, né não?