O dia está uma pintura. Viajando de ônibus para Nova Iguaçu admiro a paisagem verde e azul dourada pelo Sol forte ao mesmo tempo que releio Brasil País do Futuro. Na já longínqua década de 1950 o escritor assim descrevia o brasileiro: "Em São Paulo, o operário, adaptado a uma organização européia e num clima mais favorável, produz exatamente o mesmo que qualquer outro doutra parte do mundo. Mas mesmo no Rio de Janeiro observei, centenas de vezes, pequenos sapateiros e alfaiates trabalharem até tarde da noite em suas acanhadas oficinas e deveras me admirei de como nas construções com um calor infernal, em que só o erguer o chapéu do chão já é um esforço, o difícil trabalho de carregar material continua sem interrupção em pleno sol. Não são, pois, absolutamente a capacidade, a boa vontade e a velocidade individuais que são inferiores. O que no conjunto falta é a sofreguidão européia ou norte-americana de por meio de esforço dobrado progredir na vida mais depressa; é, pois, antes certa falta de estímulo que mantém em nível baixo a dinâmica total. Os indivíduos aqui não querem muita coisa, não são sôfregos. Após o trabalho ou nas horas do trabalho, conversar um pouco, tomar café, é natural. Ter sua alegria na vida doméstica e no lar é para a maioria o suficiente. Todos os graus do bem-estar, da felicidade, combinam-se com essa calma e serenidade. Sucede freqüentemente, segundo ouvi de várias pessoas, que após o recebimento do salário, o trabalhador falta dois, três dias ao serviço. Cumpriu com diligência e presteza o seu serviço na semana anterior e ganhou o suficiente para, da maneira mais modesta, modestíssima, passar dois dias sem trabalhar. Para que então trabalhar esses dois dias? Rico não poderá ficar com esses poucos mil-réis; é, pois, preferível gozar calma e comodamente esses dois ou três dias. Talvez seja necessário termos visto a exuberância da natureza daqui para compreender isso. Ao passo que numa planície triste e sem encantos, o trabalho é a única maneira de evitar a depressão".
Infelizmente nós brasileiros já embarcamos nesta correria européia, até no futebol. Agora, os cientistas e ecologistas dizem que a humanidade, se quizer sobreviver, terá que aprender com o jeito brasileiro de ser, tranquilo, sem invejar quem tem muito e produzindo o necessário para viver. O planeta não aguentará a sofregidão dos humanos, o querer ter sempre mais e muito além do que precisa. Mais do que nunca ainda vale o que o mestre Jesus ensinou: O pão nosso de cada dia nos dai hoje.
terça-feira, 26 de outubro de 2010
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
As palavras tem poder.
Para alguns isto significa que os sons que formam o logos é um mantra, atrai energias que afetam nossa vida e saúde. Outros entendem que ela possui um valor legal que, mal aplicada, pode nos enredar em graves prejuízos. E ainda outros julgam que a palavra tem o poder de mexer com nossa psiqui, e é isto que o filósofo francês Roland Barthes comenta a propósito de uma exposição de fotografias: "Se presentó en París una gran exposición de fotografía, cuyo objetivo era mostrar la universalidad de los gestos humanos en la vida cotidiana de todos los países del mundo. Nacimiento, muerte, trabajo, saber, juegos, imponen por doquier las mismas conductas; existe una familia del hombre.The Family of Man, ha sido al menos el título original de esta exposición que nos ha llegado de los Estados Unidos. Los franceses tradujeron: La Gran Familia de los Hombres. De este modo, lo que en principio podía pasar por una expresión de orden zoológico, que tomaba simplemente la similitud de los comportamientos, la unidad de una especie, se muestra entre nosotros profundamente moralizado, sentimentalizado".
Ele diz que o acréscimo de uma única palavra, grande, mudou toda temática da exposição. Se não, vejamos. O título americano, A família do Homem, nos faz lembrar que existem outras famílias de seres vivos. Então quem vinha observar as fotos pensava em biologia e ciência. Mas quando, na França, a exposição ganhou o nome de A Grande Família Humana, remetia os visitantes a cultura, religião e modo de vida humanos.
"De pronto, nos encontramos súbitamente devueltos al mito ambiguo de la comunidad humana, una parte considerable de nuestro humanismo. El mito funciona en dos tiempos: se afirma primero la diferencia de las morfologías humanas, se cargan las tintas sobre el exotismo, se manifiestan las infinitas variaciones de la especie, la diversidad de las pieles, de los cráneos y de las costumbres, se babeliza a discreción la imagen del mundo. Después, de ese pluralismo se extrae mágicamente una unidad: el hombre nace, trabaja, ríe y muere en todas partes de la misma manera".
Somos todos tão iguais! Somos mesmo uma grande família.
Ele diz que o acréscimo de uma única palavra, grande, mudou toda temática da exposição. Se não, vejamos. O título americano, A família do Homem, nos faz lembrar que existem outras famílias de seres vivos. Então quem vinha observar as fotos pensava em biologia e ciência. Mas quando, na França, a exposição ganhou o nome de A Grande Família Humana, remetia os visitantes a cultura, religião e modo de vida humanos.
"De pronto, nos encontramos súbitamente devueltos al mito ambiguo de la comunidad humana, una parte considerable de nuestro humanismo. El mito funciona en dos tiempos: se afirma primero la diferencia de las morfologías humanas, se cargan las tintas sobre el exotismo, se manifiestan las infinitas variaciones de la especie, la diversidad de las pieles, de los cráneos y de las costumbres, se babeliza a discreción la imagen del mundo. Después, de ese pluralismo se extrae mágicamente una unidad: el hombre nace, trabaja, ríe y muere en todas partes de la misma manera".
Somos todos tão iguais! Somos mesmo uma grande família.
A sorte da imigração para o Brasil
Leia esta arguta constatação no livro Brasil, País do Futuro:
"Essa imigração de quatro a cinco milhões de brancos nos primeiros cinqüenta anos do século 20 importa num enorme acréscimo de energia para o Brasil e ao mesmo tempo lhe proporciona uma imensa vantagem no ponto de vista da civilização e da etnologia. A raça brasileira, que, por uma importação de negros durante três séculos, está ameaçada de se tornar cada vez mais escura, cada vez mais africana, clareia formando um tipo de mulher que embeleza a humanidade, a mulata. Além disso, o elemento europeu, em oposição ao crescente número de escravos analfabetos, eleva o nível geral de civilização. Essa entrada de milhões de europeus por volta do começo deste século representa uma das maiores sortes para o Brasil, e, na verdade, uma sorte dupla. Dupla, primeiro, porque essas forças vigorosas e sadias chegam em tão grande número ao país, e segundo, porque a sua vinda tem início exatamente no momento histórico oportuno. Se uma imigração de tal vulto se houvesse dado muito mais cedo, se esses milhões de italianos e alemães tivessem aqui chegado um século antes, quando a civilização portuguesa constituía apenas uma camada delgada, essas línguas e
costumes estrangeiros ter-se-iam apossado de diversas províncias e grandes partes do país ter-se-iam italianizado ou germanizado. Ao invés de tornar estrangeiro no Brasil o que é brasileiro, essa poderosa imigração só fez tornar o que é brasileiro, ainda mais forte e mais variado".
Aconteceu uma série de fatos em nossa história que parecia ter sido desvantajoso para nós. O Brasil foi ficando para trás diante de outras nações, mas estes mesmos encontros históricos estavam nos preparando para um momento certo no futuro. O ponto que o historiador defende neste livro é que nosso país é predestinado e ainda vai ter um papel importante no mundo.
"Essa imigração de quatro a cinco milhões de brancos nos primeiros cinqüenta anos do século 20 importa num enorme acréscimo de energia para o Brasil e ao mesmo tempo lhe proporciona uma imensa vantagem no ponto de vista da civilização e da etnologia. A raça brasileira, que, por uma importação de negros durante três séculos, está ameaçada de se tornar cada vez mais escura, cada vez mais africana, clareia formando um tipo de mulher que embeleza a humanidade, a mulata. Além disso, o elemento europeu, em oposição ao crescente número de escravos analfabetos, eleva o nível geral de civilização. Essa entrada de milhões de europeus por volta do começo deste século representa uma das maiores sortes para o Brasil, e, na verdade, uma sorte dupla. Dupla, primeiro, porque essas forças vigorosas e sadias chegam em tão grande número ao país, e segundo, porque a sua vinda tem início exatamente no momento histórico oportuno. Se uma imigração de tal vulto se houvesse dado muito mais cedo, se esses milhões de italianos e alemães tivessem aqui chegado um século antes, quando a civilização portuguesa constituía apenas uma camada delgada, essas línguas e
costumes estrangeiros ter-se-iam apossado de diversas províncias e grandes partes do país ter-se-iam italianizado ou germanizado. Ao invés de tornar estrangeiro no Brasil o que é brasileiro, essa poderosa imigração só fez tornar o que é brasileiro, ainda mais forte e mais variado".
Aconteceu uma série de fatos em nossa história que parecia ter sido desvantajoso para nós. O Brasil foi ficando para trás diante de outras nações, mas estes mesmos encontros históricos estavam nos preparando para um momento certo no futuro. O ponto que o historiador defende neste livro é que nosso país é predestinado e ainda vai ter um papel importante no mundo.
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
A demonstração de religiosidade de Dilma
Relembrar a história elucida razões escondidas hoje e antecipa possíveis acontecimentos. Por isto volto a Napoleão e o que dele comenta George Sand.
1804 - "Essa Concordata tão elogiada representa um dos mais fatais desvios da gloriosa carreira de Napoleão. Foi ela que, com toda naturalidade, preparou o despotismo hipócrita da Restauração. Foi um ato puramente político, pois o primeiro cônsul não acreditava em religião. Não pode haver maior profanação de algo respeitável do que impô-lo aos outros sem aceitá-lo pessoalmente. É o mesmo que fazer dele um joguete".
A França não ia bem. Bonaparte percebeu que a Razão não preencheu o lugar da Fé. Então, decidiu dar uma trégua na perseguição aos sacerdotes corruptos e delinqüentes e dar liberdade de culto aos católicos, mas o papa exigiu mais. Se o revolucionário pretendia o apoio da Igreja, ver Notre Dame e Sacre Coeur regorgitando de gente alegre e os padres cuidando das almas tinha de colocar por escrito que a Revolução não desprezava Deus ou o Catolicismo. Também exigia o direito de opinar politicamente. Assinaram a Concordata.
"Nem os legisladores, nem o exército e nem a burguesia queriam a religião sob a forma de instituição política. Todos os cidadãos inteligentes eram adeptos da filosofia de Rousseau e Voltaire que defendiam o princípio de que a fé devia se submeter a razão".
2010 - Durante a campanha pelo segundo turno da eleição presidencial Dilma Roussef é acusada de não ser cristã e defender o aborto, levanta-se uma grita geral. Lula e o partido temem que ela perca votos. A candidata inicia uma campanha de desmentidos discutindo em público opiniões de foro íntimo. E então, na segunda-feira, 11 de outubro, aparece ajoelhada em Aparecida. Napoleão fez a mesmíssima coisa em Notre Dame. Sand relata: "O pálio sob o qual foi recebido o cônsul tinha o aspecto de um dossel de cama de hospedaria enquanto o do cardeal era quatro vezes mais rico. No momento da elevação o cônsul se ajoelhou, mas nenhm dos quarenta generais por trás dele se mexeu, o que formou um engraçado contraste".
Napoleão, e talvez Dilma, guardou isto em seu coração. George Sand conclui: "É-nos lícito pensar que Bonaparte viu neste 'remendo papal' que sua usurpação da República seria aceita pelas velhas monarquias da Europa".
Será que a história se repetirá e se o PT continuar no poder vai querer se perpetuar nele?E vamos ter de engolir outra holigarquia por tempo indeterminado?
1804 - "Essa Concordata tão elogiada representa um dos mais fatais desvios da gloriosa carreira de Napoleão. Foi ela que, com toda naturalidade, preparou o despotismo hipócrita da Restauração. Foi um ato puramente político, pois o primeiro cônsul não acreditava em religião. Não pode haver maior profanação de algo respeitável do que impô-lo aos outros sem aceitá-lo pessoalmente. É o mesmo que fazer dele um joguete".
A França não ia bem. Bonaparte percebeu que a Razão não preencheu o lugar da Fé. Então, decidiu dar uma trégua na perseguição aos sacerdotes corruptos e delinqüentes e dar liberdade de culto aos católicos, mas o papa exigiu mais. Se o revolucionário pretendia o apoio da Igreja, ver Notre Dame e Sacre Coeur regorgitando de gente alegre e os padres cuidando das almas tinha de colocar por escrito que a Revolução não desprezava Deus ou o Catolicismo. Também exigia o direito de opinar politicamente. Assinaram a Concordata.
"Nem os legisladores, nem o exército e nem a burguesia queriam a religião sob a forma de instituição política. Todos os cidadãos inteligentes eram adeptos da filosofia de Rousseau e Voltaire que defendiam o princípio de que a fé devia se submeter a razão".
2010 - Durante a campanha pelo segundo turno da eleição presidencial Dilma Roussef é acusada de não ser cristã e defender o aborto, levanta-se uma grita geral. Lula e o partido temem que ela perca votos. A candidata inicia uma campanha de desmentidos discutindo em público opiniões de foro íntimo. E então, na segunda-feira, 11 de outubro, aparece ajoelhada em Aparecida. Napoleão fez a mesmíssima coisa em Notre Dame. Sand relata: "O pálio sob o qual foi recebido o cônsul tinha o aspecto de um dossel de cama de hospedaria enquanto o do cardeal era quatro vezes mais rico. No momento da elevação o cônsul se ajoelhou, mas nenhm dos quarenta generais por trás dele se mexeu, o que formou um engraçado contraste".
Napoleão, e talvez Dilma, guardou isto em seu coração. George Sand conclui: "É-nos lícito pensar que Bonaparte viu neste 'remendo papal' que sua usurpação da República seria aceita pelas velhas monarquias da Europa".
Será que a história se repetirá e se o PT continuar no poder vai querer se perpetuar nele?E vamos ter de engolir outra holigarquia por tempo indeterminado?
terça-feira, 19 de outubro de 2010
O atentado contra Lula
"O 9º ano da República foi, na realidade o ùltimo. O atentado contra Napoleão - uma bomba colocada por onde ia passar dá ao cônsul a mais nítida noção da sua importância, o senso de seu poder para mudar o rumo da França. Agora, bem mais que os riscos, sente uma singular confiança no seu destino pessoal. Não se pode precisar, em absoluto, onde termina a superstição de uma imaginação ardente e onde começa o charlatanismo de um espírito cético e desabusado nessa grandiosa maneira de se entregar à sorte, nessa audácia que se transforma, desde aí, na base de sua poderosa ambição". Este trecho do primeiro volume de História de Minha Vida, de George Sand, me fez pensar em Luis Inácio Lula da Silva.
Há os que vão me chamar louco: comparar Lula com Napoleão! [não é trocadilho não]
"Bonaparte personifica o gênero humano na sua individualidade, não mais crê senão em si próprio; seu partido é sua vontade, seu deus é sua própria inteligência".
O atentado contra Lula, a bomba que colocaram no caminho do metalúrgico de pouca instrução que chegou a presidência de um dos maiores países do mundo, foi os conchavos, as negociatas de seus companheiros mais estudados que lhe garantiram de cima de seus cinismos: não tem erro, o país está dominado, podemos fazer qualquer coisa que vai dar certo! Tenho certeza que Lula pensou: não foi isto que D. Eurídice Ferreira de Mello me ensinou, mas governar um país deve nos permitir ter outros princípios. Quando rebentou o escândalo, Lula, só consigo mesmo, pensou: esses filhos da puta no fundo me odeiam tanto quanto um Fernando Henrique, não aceitam o meu destino, fodam-se. [as palavras chulas são para ser ditas só no fundo do coração].
"Pouco a pouco a França irá sofrer a mesma transformação por qual passou seu líder, perdendo a fé na glória da pátria irá crer só em si mesma. Não será mais o paládio do interesse comum, mas sim a garantia dos interesses individuais".
Não zombe de mim. Como Napoleão que pensava como Luís XV: eu sou a França, Lula corre sozinho e pensa: o Brasil sou eu, e seu exemplo se espalha por todo país, estamos todos sós, não há Deus, nem Pátria, nem Família. Como talvez reagisse desde que era uma criança nordestina, Lula pensa: farinha pouca meu pirão primeiro.
[depois falo do que sucedeu depois]
Há os que vão me chamar louco: comparar Lula com Napoleão! [não é trocadilho não]
"Bonaparte personifica o gênero humano na sua individualidade, não mais crê senão em si próprio; seu partido é sua vontade, seu deus é sua própria inteligência".
O atentado contra Lula, a bomba que colocaram no caminho do metalúrgico de pouca instrução que chegou a presidência de um dos maiores países do mundo, foi os conchavos, as negociatas de seus companheiros mais estudados que lhe garantiram de cima de seus cinismos: não tem erro, o país está dominado, podemos fazer qualquer coisa que vai dar certo! Tenho certeza que Lula pensou: não foi isto que D. Eurídice Ferreira de Mello me ensinou, mas governar um país deve nos permitir ter outros princípios. Quando rebentou o escândalo, Lula, só consigo mesmo, pensou: esses filhos da puta no fundo me odeiam tanto quanto um Fernando Henrique, não aceitam o meu destino, fodam-se. [as palavras chulas são para ser ditas só no fundo do coração].
"Pouco a pouco a França irá sofrer a mesma transformação por qual passou seu líder, perdendo a fé na glória da pátria irá crer só em si mesma. Não será mais o paládio do interesse comum, mas sim a garantia dos interesses individuais".
Não zombe de mim. Como Napoleão que pensava como Luís XV: eu sou a França, Lula corre sozinho e pensa: o Brasil sou eu, e seu exemplo se espalha por todo país, estamos todos sós, não há Deus, nem Pátria, nem Família. Como talvez reagisse desde que era uma criança nordestina, Lula pensa: farinha pouca meu pirão primeiro.
[depois falo do que sucedeu depois]
sábado, 16 de outubro de 2010
Intenções por trás das palavras
Minha esposa [veja como são os signos, pensei dizer companheira mas ela detesta esta designação; para mim companheira remete a idéia de colega e amiga nesta vida, para ela significa uma relação ilegal entre um homem e uma mulher, o que ela abomina] diz que minhas conversas com ela começam sempre com a expressão "eu li uma coisa", porque quando leio algo que me agrada, me acrescenta ou me desperta, preciso contar para alguém. Foi esta mania, ou necessidade, que me fez escrever este blog.
Agora mesmo (ainda é cedo, mal acabou de clarear o dia), comecei a ler o livro Mitologias, do adimirável pensador francês Roland Barthes, e no prefácio explica que é uma coletânea de crônicas que ele escreveu ente 1952 e 1954:
"Yo intentaba entonces reflexionar regularmente sobre algunos mitos de la vida cotidiana francesa. El material de esa reflexión podía ser muy variado (un artículo de prensa, una fotografía de semanario, un film, un espectáculo, una exposición) y el tema absolutamente arbitrario: se trataba indudablemente de mi propia actualidad".
Confirmou-se para mim que para a maioria dos escritores escrever é uma forma de se atualizar.
"Escritos mes a mes, estos ensayos no aspiran a un desarrollo orgánico: su nexo es de insistencia, de repetición. Aunque no sé si las cosas repetidas gustan -como dice el proverbio- creo que, por lo menos, significan. Y lo que he buscado en todo esto son significaciones. ¿Son mis significaciones? Dicho de otra manera, ¿existe una mitología del mitólogo? Sin duda, y el lector verá claramente cuál es mi apuesta".
Estou ansioso para ler seus ensaios. Homem muito perspicaz - pega um objeto, um fato, e o vê de um modo que a nós nos escapa - analisou os signos por trás da descrição dele, do fato, conforme a mídia passa para nós, tentando nos enganar, talvez?
"Pero, en realidad, no creo que el problema se plantee exactamente de esta manera. La "desmitificación", para emplear todavía una palabra que comienza a gastarse, no es una operación olímpica. Quiero decir que no puedo plegarme a la creencia tradicional que postula un divorcio entre la naturaleza y la objetividad".
É o que espero ler. Talvez, depois, consiga estar mais preparado para ver as verdadeiras intenções por trás das palavras.
Agora mesmo (ainda é cedo, mal acabou de clarear o dia), comecei a ler o livro Mitologias, do adimirável pensador francês Roland Barthes, e no prefácio explica que é uma coletânea de crônicas que ele escreveu ente 1952 e 1954:
"Yo intentaba entonces reflexionar regularmente sobre algunos mitos de la vida cotidiana francesa. El material de esa reflexión podía ser muy variado (un artículo de prensa, una fotografía de semanario, un film, un espectáculo, una exposición) y el tema absolutamente arbitrario: se trataba indudablemente de mi propia actualidad".
Confirmou-se para mim que para a maioria dos escritores escrever é uma forma de se atualizar.
"Escritos mes a mes, estos ensayos no aspiran a un desarrollo orgánico: su nexo es de insistencia, de repetición. Aunque no sé si las cosas repetidas gustan -como dice el proverbio- creo que, por lo menos, significan. Y lo que he buscado en todo esto son significaciones. ¿Son mis significaciones? Dicho de otra manera, ¿existe una mitología del mitólogo? Sin duda, y el lector verá claramente cuál es mi apuesta".
Estou ansioso para ler seus ensaios. Homem muito perspicaz - pega um objeto, um fato, e o vê de um modo que a nós nos escapa - analisou os signos por trás da descrição dele, do fato, conforme a mídia passa para nós, tentando nos enganar, talvez?
"Pero, en realidad, no creo que el problema se plantee exactamente de esta manera. La "desmitificación", para emplear todavía una palabra que comienza a gastarse, no es una operación olímpica. Quiero decir que no puedo plegarme a la creencia tradicional que postula un divorcio entre la naturaleza y la objetividad".
É o que espero ler. Talvez, depois, consiga estar mais preparado para ver as verdadeiras intenções por trás das palavras.
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Um mito construído sobre outros mitos
Quando conversei com um jovem advogado, nesta manhã, lembrei-lhe que Paulo aconselhou: "Leia de tudo, retenha o que é bom". Justamente estava lendo o ensaio Origem do Cristianismo, controverso e anticristo. O autor compara a história de Jesus Cristo com Filhos de Deus de outras relilgiões.
"El cuento del evangelio de Jesús no es una representación verdadera de un maestro histórico quién caminaba sobre la tierra hace 2.000 años. Es un mito construido sobre otros mitos y dioses-hombres, que alternadamente eran personificaciones del mito ubicuo del dios del sol. La historia de Mitra, deus persa, precede a la fábula cristiana en mas de 600 años. Mitra tiene los siguientes campos en común con el carácter de Cristo:
Mitra nació de una virgen el 25 de diciembre y lo consideraban un gran profesor y maestro que viajaba del cidad in ciudad.
Le llamaban 'el buen pastor' y lo consideraban 'El camino, la verdad y la luz'.
Lo consideraban 'el Redentor', 'el Salvador', 'el Mesías' y lo identificaban con el león y el cordero.
Su día sagrado era domingo, 'día del Señor' centenares de años antes de la aparición de Cristo.
Él tenía su festival principal el cual más adelante se convertiría en la Pascua.
Él tenía 12 compañeros o discípulos y realizaba milagros.
Lo enterraron en una tumba y después de tres días él se levantó de nuevo.
Los persas celebraban su resurrección cada año".
Mitra era o enviado de Deus para a relilgião Persa mil anos antes de Cristo.
E fala de outros deuses como Krisnah, indú e Hosiris, dos egípcios, e as coincidências entre a vida deles com a de Cristo.
Por todos estes pontos em comum o autor conclui que Jesus é uma lenda inventada por galileus sem erudição para defrontar os fariseus corruptos. Bem, como é que pessoas sem instrução como o pescador Pedro e o coletor de impostos Mateus iam criar uma história coincidindo com a de deuses que eles não conheciam?
Sabe, cada um acredite no que quiser!
"El cuento del evangelio de Jesús no es una representación verdadera de un maestro histórico quién caminaba sobre la tierra hace 2.000 años. Es un mito construido sobre otros mitos y dioses-hombres, que alternadamente eran personificaciones del mito ubicuo del dios del sol. La historia de Mitra, deus persa, precede a la fábula cristiana en mas de 600 años. Mitra tiene los siguientes campos en común con el carácter de Cristo:
Mitra nació de una virgen el 25 de diciembre y lo consideraban un gran profesor y maestro que viajaba del cidad in ciudad.
Le llamaban 'el buen pastor' y lo consideraban 'El camino, la verdad y la luz'.
Lo consideraban 'el Redentor', 'el Salvador', 'el Mesías' y lo identificaban con el león y el cordero.
Su día sagrado era domingo, 'día del Señor' centenares de años antes de la aparición de Cristo.
Él tenía su festival principal el cual más adelante se convertiría en la Pascua.
Él tenía 12 compañeros o discípulos y realizaba milagros.
Lo enterraron en una tumba y después de tres días él se levantó de nuevo.
Los persas celebraban su resurrección cada año".
Mitra era o enviado de Deus para a relilgião Persa mil anos antes de Cristo.
E fala de outros deuses como Krisnah, indú e Hosiris, dos egípcios, e as coincidências entre a vida deles com a de Cristo.
Por todos estes pontos em comum o autor conclui que Jesus é uma lenda inventada por galileus sem erudição para defrontar os fariseus corruptos. Bem, como é que pessoas sem instrução como o pescador Pedro e o coletor de impostos Mateus iam criar uma história coincidindo com a de deuses que eles não conheciam?
Sabe, cada um acredite no que quiser!
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