domingo, 15 de novembro de 2009

Evolução de novas formas de vida



Há 250 milhões de anos, época que a geologia denomina fim do Permiano e início do Triássico, aconteceu uma tremenda extinção da vida, tanto no mar quanto na terra firme. Doutores especializados se dividem sobre as causas. Uns dizem que a extinção foi gradual e causada por um fungo que se disseminou pelo planeta. Outros defendem uma mortandade rápida causada por um choque de um cometa ou asteróide com a Terra. Um terceiro grupo acha que houve as duas coisas em um período de 5 milhões de anos o que eliminou 96% dos seres que a Natureza havia desenvolvido com muito esforço e por necessidade.
Era tempo da Pangea, um só grande continente. Os animais da época evoluíram vagando por um enorme terreno continental e por um só oceano. Eram feios os animais que se desenvolveram naquela vez. Na terra seca os Lystrossauros e no mar os braquiópodes Língula. De alguma forma aquele ecossistema primitivo deu margem para o surgimento daqueles feiosos. Mas então o clima começou a mudar (daquela feita o homem não foi o culpado) e morreram quase todos. Mas a vida subsistiu em formas bem simples no planeta. O apóstolo Paulo falando de outra coisa descreve sem querer o que aconteceu há 250 milhões de anos: “Quando se semeia uma semente na terra ela só brota se morrer e o que está semeado não é o corpo que vai se desenvolver”.
A Pangea começou a se fracionar. Os continentes separaram-se vagarosamente. Ecossistemas diferentes se formaram e a vida, desenvolvendo-se em terrenos isolados evoluiu em muito mais espécies e bem mais bonitas. Agora, passado 250 milhões de anos, o homem, o ápice desta nova evolução da vida no planeta, se arvora em um deus e muda o clima e mexe com os ecossistemas. De novo corremos o risco de ver a vida no planeta correr um sério risco de desaparecer. Talvez para surgir seres mais belos?
Há alguns anos, em Juiz de Fora, visitei o médico de uma clinica Antroposófica e fiquei intrigado quando ele me falou que sua seita acredita que desde que a Terra surgiu das forças de gravidade e centrifugação, e depois que a vida foi plantada no planeta já se desenvolveram várias raças de seres inteligentes, cada uma dominando um período evolutivo. Ele disse isto tudo de modo muito complicado e, eu mesmo, não tinha a menor noção destes períodos de ecossistemas, mal conhecia os períodos geológicos.
Agora cientistas usando programas de computador tentam desvendar como será o novo reagrupamento dos continentes, o fim dos ecossistemas atuais e os seres que se desenvolveram sob as novas condições do planeta.

Amando o outro e a si mesmo


Na Bíblia, o casamento é tratado como um pacto para um crescimento espiritual do casal. O apóstolo Pedro escreveu para os seguidores de Jesus: “Esposas, obedeçam a seus maridos... Maridos reconheçam que suas esposas devem ser tratadas com respeito”. (primeira carta capítulo três)
Mas os sentimentos misturados com pensamentos vão mais longe. No livro de Pierre Drieu la Rochelle, Diário de um Homem Traído, a personagem diz para si mesma: “Quando nos vimos pela primeira vez, nos prometemos, sem dizer a nós mesmo, arriscar o impossível e conseguir... um amor que dura. Que esforço ele fez! Pois com certeza o amor é um trabalho. Será que uma mulher tem o direito de enclausurar um homem desse jeito, de fazer a festa sozinha com suas idéias e sua capacidade? Sozinha, frequentemente estive sozinha. Tudo separa um homem e uma mulher, principalmente o trabalho. Sei que esta viagem é para ele uma espécie de férias; ele é um menino. Porque ele entra em êxtase diante de uma tola como eu?”
E o personagem reflete consigo: “Você me deu algo magnífico, você me deu o máximo que uma mulher pode dar a um homem: acima de um capricho de moça, uma paixão de mulher. Pronta e perfeitamente nossos corpos se entenderam. Nossos gostos não se contrariaram e até se auxiliaram. Você nem pensa em me deixar ou, se pensa (pois quem não acolhe em algum momento a idéia de abandonar todo mundo e ficar só?) afasta a idéia. Você gosta de ficar sozinha comigo. Apesar das obrigações, é extraordinário como conseguimos ficar sós ouvindo música ou lendo. É aqui que eu quero chegar. Você nunca me traiu e nunca traí você. Palavra miserável, como se dois seres que realmente vivem um dentro do outro pudessem se enganar. Só se enganam os que se ignoram”.
Estes pensamentos no outro também são uma forma especial de se elevarem espiritualemente.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Separação


Por que uma mulher vive anos com um homem e só então busca a separação? No conto Um Bom Casal, de Pierre Drieu la Rochelle diz: "Aqui, uma modéstia e uma resignação prevaleceram. Ela pensou que não havia nada a fazer senão manter a escolha, continuar tirando partido do que podia lhe dar este amigo de todos os dias. Quanto ao resto, pois o prazer cortado na raiz acabara sendo o resto, com um pouco de tato e sorte podia se ajeitar". Este livro é de 1934, então fala de um tipo de mulher que não existe mais, ou são em menor número. Hoje, uma jovem esposa percebe muito depressa o que a esposa desta história levou anos para ver. "Ela entreviu nitidamente a infinita carência e miséria que disso resultariam, para alma e para o corpo". Numa relação esgarçada assim ambos são responsáveis. Faltou empatia e principalmente um esforço. "A potência de um ou do outro teria podido fundir um grande ser crescente, entrelaçando particularidades corporais e espirituais". Em muitos casos o homem vive se "esforçando para diminuir a mulher, mas não se engana com essa manobra que só faz aumentar o sentimento deplorável que tem por si e se vê inteiro, tal como é na realidade, nos olhos arregalados dela".
Os dois seres, que continuarão por séculos e séculos, terão de resolver com bastante esforço esta falta de competência.

Mediocridade


Já notou quantos casais juntos muitos anos se separam? No livro Diário de um Homem Traído, Pierre Drieu la Rochelle, conta a versão das mulheres. "Ela refletira longa e gravemente. Não estava violentamente ressentida com ele; ainda conservava alguma satisfação de vê-lo diariamente. Não se espantou que assim fosse pois sempre se conhecera tenaz e flexível. Ela via, porém que, em seu interior, desenhava-se uma divisão muito nítida e definitiva; pensou que podia adaptar-se muito bem a esta divisão. A velha separação entre o corpo e alma que começa com a mediocridade; a fraqueza da maioria dos homens, que seu marido não quisera dominar para o bem deles dois".
Uma manhã, conversando com o psiquiatra Adilson Costa, em sua clínica em meio a velhas mangueiras, ele me disse que "a maioria das famílias levam a vida despreocupadamente sem perceber que assim estão ajuntando formidáveis problemas". Ele sabia bem do que falava perdendo incontáveis noites de sono para socorrer famílias esgarçadas a ponto de a mediocridade de sua maneira de vida conduzir um dos membros a morte. Quando Faustão brinca dizendo, "minha senhora, este seu marido deitado neste sofá ainda de pijama", ele está lembrando que esta maneira fácil e medíocre de viver está prejudicando o desenvolvimento espiritual de alguém e, com isto está amontoando uma dívida que lhe exigirá mais esforço. Como dizia Vinícius de Moraes, "são demais os perigos desta vida" para se andar despreocupado.

Então, quando encontrar um amigo (a) e ele disser,"me separei", lembre do que uma vida descompromissada faz.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

O Caráter Brasileiro


Ainda o livro Brasil País do Futuro; ele faz a gente refletir. Sweig insiste que nosso país passou por situações que o vem preparando para uma importante missão. Quando fala de Maurício de Nassau, por exemplo, diz: "Faz boa figura na História do Brasil. Como humanista trouxe a idéia de tolerância, permite a todas as religiões livre ação, possibilita a todas as artes fecundo desenvolvimento, e mesmo os velhos colonos não podem queixar-se de violência". Ainda assim os holandeses foram expulsos, mas "de um modo geral, o episódio holandês na História do Brasil representa uma sorte para este. Durou bastante para, por uma administração exemplar, fazer ver o que neste país, com organização boa e humanista, pode ser realizado". Deste modo, em nossa memória cultural ficou a marca de que é possível um governo digno e aprendemos ter paciência enquanto o aguardamos. Esta tolerância vai ser importante.

Porém, outra lição ficou gravada daquele tempo: "Do norte ao sul, a colônia sente-se agora um país unido, que está unanimemente decidido a com violência afastar do seu organismo toda intervenção violenta em sua vida nacional: tudo o que é estrangeiro terá que, hora em diante, amalgamar-se com o que é brasileiro, se aqui quiser manter-se. Na aparência, com essa guerra, o Brasil foi readquirido para Portugal, mas, na realidade, o foi já para si próprio. Nessa guerra entre portugueses e holandeses pela primeira vez aparece esse novo elemento ainda desconhecido em suas qualidades: o brasileiro".

Mais adiante, em São Paulo,"começa a formar-se um tipo curioso, o paulista. Constituído de portugueses ou de filhos de portugueses, que têm, no sangue, dum lado, o gosto da vida nômade dos índios, e, doutro lado, o gosto das aventuras dos antepassados europeus, essa nova geração não gosta de lavrar a terra que possui. Há muito que para eles esse trabalho grosseiro é feito por escravos, e a maneira lenta de adquirir riquezas não condiz com seu sangue irrequieto. Eles querem enriquecer à maneira de conquistadores, enriquecer de uma só vez, ainda que seja com risco da própria vida. Por isso, os habitantes de São Paulo, várias vezes no ano, se reúnem em grandes grupos, para, como bandeirantes, a cavalo, com um bandeira à frente e com um troço de servos e escravos, como outrora os salteadores, se embrenharem pelo interior, não, porém, sem antes fazerem benzer solenemente sua bandeira, numa igreja. Às vezes se reúnem até dois mil homens para tais entradas, e então, por alguns meses, a cidade e os povoados ficam sem homens. Eles próprios não sabem dizer o que vão procurar; são impelidos, em parte, pela aventura, em parte, pela esperança de um achado inesperado, nessas terras imensas e ainda não exploradas. Desde os dias em que os tesouros do Peru e as minas de Potosi foram descobertas, não cessam os boatos acerca dum lendário Eldorado. Por que não estaria ele no Brasil? Por isso os paulistas vadeiam os rios, sobem e descem morros, seguindo por caminhos escabrosos sempre novos, na direção em que o vento impele a bandeira. Por mera cobiça de lucros, esses bandos
destroem a obra de colonização dos jesuítas, penosamente realizada durante anos e anos;
despovoam-lhes as colônias, levam o terror a regiões longínquas em que reina paz, escravizam e
roubam seres humanos não só indefesos, mas também já civilizados e conquistados para o
cristianismo. Mas os paulistas, graças à rápida adesão de muitos mestiços, já são tão fortes que
preceitos e leis não podem intimidá-los". Os paulistas foram, então, os responsáveis pela larguesa do Brasil e foram, sempre a locomotiva de nosso desenvolvimento.

Outra lição que o povo brasileiro aprendeu foi-lhe dada por pelo primeiro imperador: "Só resignação oportuna do imperador, que não goza da estima do povo, pode ainda salvar o trono contra o assalto republicano, e por isso D. Pedro I, em 1831, abdica em favor de seu filho com o exato reconhecimento da situação: 'Meu filho tem sobre mim a vantagem de ser brasileiro'. Também nessa abdicação novamente a tradição brasileira é felizmente garantida: realizar revoltas políticas tanto quanto possível sem derramamento de sangue e de modo conciliador".

Aí estão as pilastras do caráter brasileiro.

domingo, 25 de outubro de 2009

Minha anima


Quem sou? Por que, como homem, sou tão racional mas em certos momentos fico supersticioso ou emotivo (nas mulheres se dá o oposto)?

O psicanalista Carl Jung atribui estas mudanças de comportamento à duas forças que são partes de nossa personalidade, a sombra - lembranças de outras vidas que estão em nosso inconsciente - e a anima (na mulher é animus). Sobre esta ele disse: "A anima pode conferir algumas idéias muito estranhas; ela pode, por exemplo, conferir aquela peculiar qualidade que faz com que um homem leve sua vida como um tipo de aventura ou missão, fazendo da tarefa o objetivo de sua vida inteira. Um indivíduo romântico vai aos estudos ocultos como se fosse uma missão, organizada como as aventuras de cavaleiros buscadores, e isso é trabalho da anima. A anima não se ocupa somente com nonsense, ela também é a femme inspiratrice: ela dá a um homem idéias muito grandiosas e impulsos generosos, ela pode fazer da vida de um homem algo grande e nobre, não meramente um pacote de disposições. É verdade que quando a anima está por trás de um homem deixa a sensação de que o incentivo é de algum modo errado, ou como se realizasse a ação com apenas a metade de seu cérebro, como se não fosse o homem inteiro, sua personalidade completa".

Por que procurar tantas informações? No livro bíblico de Provérbios, diz: "Escutem! A sabedoria está gritando nas ruas e nas praças, 'Gente Louca! Eu chamei e convidei, mas vocês não me ouviram nem me deram atenção. Mas quem me ouvir terá segurança, viverá tranquilo e não terá motivo de ter medo de nada'". Quanto mais sabemos sobre nós mesmos, melhor, não acha?

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

O Universo local


“No dia cinco do quarto mês do meu trigésimo aniversário, eu, o sacerdote Ezequiel, filho de Buzi, vivia na Babilônia, na beira do rio Quedar, junto com os judeus que haviam sido levados para lá como prisioneiros. Fazia cinco anos que o rei Joaquim estava preso e neste dia o céu se abriu e eu tive uma visão de Deus”. Assim começa o livro bíblico de Ezequiel.
“Eu sou João, irmão de vocês e unido com Jesus tomo parte no sofrimento, no Reino e na paciência. Eu estava preso na ilha de Patmos, então, em um domingo, vi uma porta aberta no céu... e um trono com alguém sentado nele. O seu rosto brilhava como as pedras de jaspe e sardônia e em volta do trono havia um arco íris que brilhava como esmeralda. Ao redor do trono havia vinte e quatro tronos com líderes sentados neles vestidos de branco e com coroas na cabeça. Então vi um cordeiro de pé no meio do trono rodeado pelos quatro seres vivos e pelos líderes”. Assim está escrito no livro de Apocalipse.
Milhões crêem nestes relatos, outros não.
Em Agosto estive com um advogado em Barra Mansa, Sr. Adair, que me mostrou manuscritos que afirmou serem ditados por seres que vivem em outros planetas.
Na página http://www.urantia.org/portuguese/o_livro/02por032.htm tem um documento do tipo que vi com o advogado.
“Um universo local é a obra pessoal de um Filho Criador do Paraíso, da ordem dos Michaéis. Consta de cem constelações, das quais cada uma abrange cem sistemas de mundos habitados. Cada sistema conterá, afinal, aproximadamente mil esferas habitadas. O universo local tem como soberano o Deus-homem de Nebadon, Jesus de Nazaré. Os Filhos de Deus podem escolher os domínios das suas atividades de criador, mas essas criações materiais foram originalmente projetadas e planejadas pelos Arquitetos do Universo-Mestre do Paraíso”.
Pensei estas coisas ao ler a página http://www.astronomy.com/asy/default.aspx?c=a&id=8733
“A Organização Européia para Pesquisa Astronômica no Hemisfério Sul (ESO) divulgou nesta segunda-feira na Conferência sobre Exoplanetas realizada na cidade do Porto, em Portugal, a descoberta de 32 novos exoplanetas, ou planetas fora do Sistema Solar. A descoberta foi feita pelo Harps, espectrógrafo do telescópio da ESO. O resultado faz com que o Harps, um telescópio de 3,6 metros, se estabeleça como o maior 'caçador' de exoplanetas do mundo. Nos últimos cinco anos o Harps detectou 75 dos cerca de 400 exoplanetas conhecidos”.
E vendo esta representação de um planeta longe, orbitando três estrelas, senti que não sei nada, mas não igual àqueles que dizem “só creio em Deus e me basta”, não, a mim não basta. Sei que em algum tempo vou saber onde é meu lugar neste plano imenso de Deus.