sábado, 3 de novembro de 2007

Um Basta ao Crime Praticado pelo Estado


Um Basta ao Crime Praticado pelo Estado

Já ouviu falar em “crime organizado endógeno”? É um conceito criado por um professor da Universidade Federal de Pernambuco, Adriano Oliveira, autor do livro Tiros na Democracia. Para explicar meu ponto de vista sobre isso deixe lhe contar um tantinho de História.
Quando o ser humano reconheceu a liderança de um membro do clã e, depois, as sociedades admitiram o governo de um grupo de pessoas sobre seus destinos aceitaram todos os custos e despesas que estas autoridades lhe causariam. Quase 700 a.C. as dez tribos de Israel não tinham um rei, somente juizes que eram escolhidos em época de crises. Quando decidiram que era bom ter um governo regular o juiz da época, Samuel, lhes explicou o quanto custaria isto: “O rei os tratará assim: Tomará os filhos de vocês para serem soldados nos seus carros de guerra, na infantaria e na cavalaria. Colocará alguns deles como oficiais encarregados de 50 ou de 100 soldados. Outros serão usados para fabricar as suas armas e equipar seus carros de guerra. Alguns rapazes terão de cultivar suas terras e suas filhas trabalharão em suas padarias e suas cozinhas. Para estas despesas ele tomará uma décima parte de tudo que vocês produzirem (dizem que no governo Lula o governo está nos tirando 34%) e quando isto acontecer, vocês chorarão amargamente, porém o Deus eterno não ouvirá as suas queixas”. Bem, nossos antepassados aceitaram, mas com o acordo tácito que tais dominadores dariam segurança ao grupo, o protegeria dos criminosos e organizariam a vida do seu Estado. Mas quando temos todas estas despesas e o que arrumamos é uma escumalha que só serve para nos roubar e desorganizar nossas vidas então precisamos ter ânimo de dar um basta e escolher líderes mais dignos, pois Deus não se meterá nisso – no máximo impedirá que as coisas fujam do Seu plano eterno.
É disto que fala o professor Adriano: o crime no Brasil tem origem no Estado. “Temos no país um grande quantitativo de organizações criminosas e quando mergulhamos nesse submundo descobrimos o quanto o Estado está envolvido. Portanto, onde está o Estado observamos o crime organizado. O crime organizado endógeno é aquele que nasce dentro do Estado quando: juizes vendem sentenças, policiais recebem dinheiro e atrapalham ou impedem a investigação e promotores não denunciam determinadas pessoas. Ou quando mais freqüentemente observamos prefeitos cometerem atos de corrupção em concluiu com empresas privadas para fraudar licitações e descumprirem leis. Considero todos esses atos como crime organizado endógeno e não temos como deixar de dizer que o Estado tem o seu lado bandido”.
Ele acha que o crime no Brasil está associado ao Estado – como no desvio de recursos públicos – ou nascendo dentro do Estado, como na venda de sentenças. Com certeza essas ações de peculato não é uma simples esperteza natural do brasileiro, como tentou nos enganar o excelente jogador de futebol, Gerson, o “canhotinha de ouro”. O crime que se enraíza dentro do Estado é muito mais perigoso para todos nós do que o criminoso comum. Quando um policial é morto no confronto com bandidos bem armados com armas das forças armadas os culpados são seus colegas que vendem armamento aos marginais. Assim um jovem que entra na polícia devia botar na cabeça que jamais ajudaria aos criminosos, mesmo que com isto auferisse vantagens financeiras, que afinal seriam de curta duração porque estaria preparando sua própria morte ou de algum de seus colegas. Também, não pode “fazer vista grossa” às más ações de seus colegas de farda, seja por amizade ou corporativismo, pois tais corrupções atentam contra a sociedade, sua corporação, sua família e contra si mesmo.
E nós, como cidadãos temos de: reclamar de tudo que achamos criminosos e denunciar o que vemos e julgamos ser errado. E não ficar alheios por pensar que nosso julgamento pode encrencar um inocente ou por comodismo.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007


Pelando o Cocuruto da Serra do Rio Bonito


Falando do filme Tropa de Elite e os diálogos cheios de nomes feios, Arnaldo Bloch, cronista d’ O Globo, disse que estes termos são considerados hoje como ênfase na oração e não um uma ofensa ou pornografia. Assim, se você ainda não é dos que aturam ler ou ouvir nomes feios é bom não continuar lendo o que escrevi, porque as coisas que vi me deixaram tão indignado que só com um sonoro nome feio consigo descrever minha irritação.

Neste domingo, 14/10/2007, subi a serra do Rio Bonito pedalando junto com alguns colegas ciclistas. A água acabou e quando chegamos ao riacho, lá no alto, corremos para encher os cantis. Mas qual não foi nossa indignação quando vimos o grotão por onde escorre as primeiras águas do riacho com a vegetação da mata Atlântica desmatada. Os paus das alegres árvores derrubados tristes no chão, os cipós sofridos emaranhados nas terra, os arbustos rasteiros roçados sem clemência.

Imaginei o fazendeiro dando ordem ao capataz: “Bota tudo no chão! Quero aquele topo de serra pronto para botar meus bois. Se os riachos secarem que se dane. Se a merda deste planeta ficar igual a Marte, sem água e sem ar, não vou estar mais aqui para ver. Acaba com tudo”.
Pensei que talvez o miserável tenha ido pedir uma autorização a um funcionário público que vendeu o documento oficial por algumas moedas das quais estava precisado, dizendo: “Sou muito mal pago para proteger o meio ambiente. Tenho mais é que cuidar da minha barriga. Que a droga daquela vegetação se exploda. Que aquela mata vá pra puta-que-a-pariu”.



E a cambada que subiu a serra com machados, serras, foices e facões deve ter ouvido o gerente gritar: “Mete o machado em tudo aí. Quero toda esta mata no chão até o fim da porra deste dia. Se alguém aqui tiver pena de planta então é melhor descer a serra e passar fome com a família. O trabalho de vocês é desmatar este alto de serra todo. Tudo aqui tem que virar capinzal. Não quero ninguém fazendo corpo mole!” Agora, se você também está indignado, peço a quem tem autoridade para subir ou mandar alguém subir lá no alto da serra do Rio Bonito, depois de Amparo, entrando pela fazenda Ribeirão Claro, uns 2 km subindo e mandar parar aquela destruição. Ontem, domingo, não tinha ninguém lá, mas hoje os machados já devem estar cantando na madeira.

sábado, 13 de outubro de 2007


EM QUE MUNDO ESTAMOS

Quando, há uns 100.000 anos, os primeiros humanos olharam para o céu de noite ficaram emocionados com a beleza das miríades de estrelas pontilhando e rebrilhando naquela abóbada negra. Os hominídeos que existiam antes deles não se importavam com os lindos pontos de luz lá em cima, nem podiam concluir que aquilo tudo era obra de um Ser poderoso. Aos seres humanos elas serviram de sinais de orientação tanto geográficos como para suas vidas.

Então, há 10.000 anos, entre os homens já existiam aqueles que se dedicavam de coração a estudar os astros e observando-os perceberam que enquanto alguns eram fixos, pareciam presos na abóbada celeste e, cada noite apareciam no mesmo lugar caminhando para o oriente outros, cada noite, surgiam num lugar diferente e cismavam em caminhar em sentido contrário ao das estrelas, eram os planetas. Nesta época, por influência de uma casta religiosa que tinha direito de vida e morte sobre o povo, os astrônomos deram aos astros o nome dos deuses. Um planeta, por exemplo, por ter uma cor avermelhada ganhou o nome do deus da guerra, Marte, - por analogia ao sangue que é derramado nas lutas sangrentas - enquanto outro, por sua luz forte, azul e bela, chamado também de estrela D’Alva, recebeu o nome da bela deusa Ártemis, depois chamada de Vênus. Para melhor estudar as estrelas eles também agrupavam as mais visíveis em grupos chamados constelações tentando ver no grupo algo que lembrasse uma figura, como um animal, por exemplo, a Ursa Maior.