sábado, 13 de outubro de 2007


Até muito tempo depois de Cristo os homens acreditavam que toda aquela beleza tinha sido colocada ali em cima para embelezar as noites dos seres humanos, os filhos de Deus, e que estávamos no centro do Universo. Então, algumas vozes mais ousadas e corajosas começaram a afirmar e mostrar provas, inclusive matemáticas, de que o Sol era o centro do Universo e que tudo o mais girava em redor dele, inclusive a gente no planeta Terra. Foi uma luta contra conceitos religiosos e políticos, mas a verdade, pelo menos uma parte dela, conseguiu vencer e aceitamos, um pouco a contragosto, que girávamos pelo céu escuro em meio a milhões de outros astros.

Então, há 500 anos os astrônomos, com ajuda de instrumentos óticos, começaram a descobrir e contar para nós todos, por jornais e revistas, que existiam muitos outros astros sem ser as estrelas, os cometas, os planetas e os satélites. E ficamos sabendo das supernovas (estrelas que explodiam) e das nebulosas, das estrelas duplas girando uma em redor da outra, e das galáxias nos confins do Universo, afastadas da nossa, a Via Láctea.

No século 20 ficamos sabendo das estrelas de nêutrons, dos quasares, dos buracos-negros no centro das galáxias que têm forma de redemoinho, da matéria negra e que as estrelas se diferenciam não só por sua grandeza de luz, mas por sua geração. Sim, quando as estrelas explodem, seu material ou rejeito é usado pelas leis universais da Física para construir novas estrelas. Também ficamos sabendo que cada estrela tem a sua volta uma família de planetas, os planetas extra-solares que são formados pela poeira que sobra na formação da estrela. Nesta foto de um observatório montado num satélite fora da atmosfera da Terra e que foi melhor definida pelo trabalho de um artista gráfico, duas estrelas da geração mais recente dão voltas em torno de um ponto e uma delas mostra um anel de rejeito que a força de gravidade e outras forças universais vão moldar em planetas sólidos como o nosso. O anel mais externo é formado por blocos de gelo semelhante ao cinturão de asteróides que circunda o sistema solar muito longe da gente.

E Deus, como é que fica pra nós? Fica maior! Por exemplo, para Jó, um homem que sofreu muitos dissabores e que viveu na época de Moisés, uns 1.000 anos antes de Cristo, Deus era maior do que as altas montanhas que ele conhecia: “O Deus Eterno deu a Jó a seguinte resposta: ‘As suas palavras só mostram a sua ignorância; quem é você para pôr em dúvida a minha sabedoria? Onde é que você estava quando criei o mundo? Você sabe quem resolveu qual seria o tamanho do mundo e quem foi que fez as medições? Quando o mar jorrou do ventre da Terra, quem foi que fechou os portões para segura-lo? De onde vem a luz, e qual é a origem da escuridão? Você pode soltar as correntes que prendem as Três Marias ? Você pode fazer aparecer a estrela D’alva ou guiar a Ursa Maior e a Ursa Menor? Você conhece as leis que governam o céu e sabe como devem ser aplicadas na Terra?’”.

Esta sempre foi a lição que recebemos do Criador: continue estudando e investigando por sua vida afora, porque você ainda não sabe tudo. Então, precisamos tratar de estudar e ler sempre. Porque muitos mais mistérios serão revelados.

sábado, 6 de outubro de 2007


SALVANDO O RIO BRANDÃO

O nosso pequeno rio nasce num grotão cheio de magia na estrada Roma-Getulândia e corre pulando como um menino da roça cheio de saúde e alegria.

Mas depois de andar um bocado sofre uma terrível agressão do poder público de nossa cidade que não encontrou uma solução melhor para eliminar o chorume do infernal lixão desse povo laborioso e rico do que joga-lo nas águas límpidas do Brandão.

Depois ele anda mais devagar pelas terras da fazenda Sta. Cecília. Rola intoxicado, fedendo, um velho relegado pelo povo que devia tomar conta dele. E passa pela Vila Sta. Cecília feio, espalhando uma terrível catinga que faz os moradores bem-sucedidos que moram em seu entorno torcerem o nariz.